Plágio (ou Um Acestral em Comum?)

agosto 16, 2010

Segundo a teoria Darwinista, todos se originaram de um ancestral em comum e, com a Seleção Natural, evoluímos. Os que se adaptaram melhor ao meio conseguiram se manter vivos e reproduzir, tornando-se mais numerosos.

Será que com a música (ou qualquer outra arte) não acontece o mesmo? Será que a teoria também não se aplica? Algumas músicas marcam gerações, criam novos gêneros e inspiram vários outros. Quem lançou o primeiro blues? Se inspirou onde? Continue lendo »

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Across the Universe

maio 7, 2010

Passei minha infância inteira escutando a discografia completa em LP de The Beatles. Não é de se admirar que passaram a fazer parte ativamente do meu gosto musical.

Sinceramente, não é difícil gostar do rock leve anos 60 da banda que revolucionou com o uso de instrumentos pouco comuns em bandas do tipo, arranjos inspirados em música erudita e, principalmente, seus ideais de liberdade, paz e amor. Duvido que exista alguém que não conheça uma música sequer dos Beatles! Os “Reis do Iê-Iê-Iê” conquistaram o mundo e se tornaram um marco na história. Tanto que foram indicados pela revista Time na lista das 100 pessoas mais importantes e influentes do século 20 e emplacam até hoje, ao lado de Elvis Presley, o primeiro lugar dos artistas recordistas de vendas de discos (1 bilhão de discos).

Acredito que para homenagear os garotos de Liverpool foi lançado o filme Across the Universe (2007). O filme, que tem como título uma música da banda, apresenta 33 composições escritas pelos membros do grupo.

Como era de se esperar, a difícil tarefa de construir um enredo se torna praticamente impossível em um musical recheado de canções tão diferentes e distintas. O resultado é um fraco roteiro criando uma trama supérflua, irregular e fragmentada. Temos a história principal de um inglês que decide tentar a vida nos EUA e várias subtramas inacabadas com o intuito apenas de justificar a utilização de cada música.

Porém, acredito que o filme funcionaria muito bem como clipes musicais para novas versões dos clássicos dos Beatles (o que parece realmente ser a única preocupação dos roteiristas Dick Clement e Ian La Frenais e da diretora Julie Taymor). Antes que os fãs me crucifiquem, concordo que as versões originais são imbatíveis, mas tenho que dizer que considero as escolhas para o filme muito bem sucedidas.

Joe Cocker estrela uma releitura imperdível de Come Together e temos um brilhante vocal com quase todos os participantes do filme em Because. I Want to Hold Your  Hand é cantada por uma garota lésbica e contamos com a participação de Bono nas músicas I Am The Walrus e Lucy in The Sky With Diamonds.

Vou ressaltar dois trechos (ou clipes, né) do filme que mais chamaram minha atenção.

O primeiro é Let It Be por ser uma das minhas músicas prediletas dos Beatles. Foi escrita pelo beatle Paul McCartney após um sonho com sua mãe para o último e mais polêmico álbum da banda. Aparece cantada pelo garotinho Timothy T. Mitchum e a cantora americana Carol Woods em uma performance elogiável. Na internet, pode-se encontrar alguns vídeos de Carol Woods chorando no estúdio após interpretar a música.

Como disse, o filme funcionaria muito bem como clipes isolados das músicas. A cena embalada pela música I Want You (She’s So Bad), por Joe Anderson, Dana Fuchs, Teresa Victoria Carpio, tem uma sequência fenomenal. Com soldados robôs participando de uma fábrica de recrutas é realmente digna de ser assistida e conta ainda com uma louvável cena final.

Assim, Across the Universe é um filme, no mínimo, curioso. Vale para os fãs conhecerem as novas versões das músicas e apresentar ao resto o que foi a banda mais marcante da história.

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