A vida depende muito mais da sorte que de sua eficiência.
Claro! De nada adianta ter sorte e não ser eficiente para reconhecer uma oportunidade ou aproveitá-la ao máximo. A pessoa pode ter a sorte de sempre estar no lugar certo, na hora certa, mas deixar que tudo pareça errado.
Alguns se esforçam em vão. Lutam para aproveitar cada estreita passagem que lhe é aberta na vida, mas continuam não conseguindo passar pela porta. Não adianta testar todas as portas que aparecem em seu caminho se todas elas estiverem fechadas.
Às vezes, tudo uma questão de foco. Escolher a porta certa e esperar até que ela abra. Ou guardar todas as forças esperando avistar de longe uma porta aberta e investir tudo para chegar até ela na hora exata. Ou reconhecer que você já entrou pela melhor porta e focar apenas o fim do corredor.
É… a vida é como um corredor. Cheio de portas que passam o tempo se trancando e destrancando automaticamente. Basta ter sorte para estar em frente à uma que acabou de destrancar. Ao mesmo tempo, não se pode ficar parado, afinal, a vida deve seguir em frente.
Como todo filme de Woody Allen, Match Point me emociona por sua inteligência, diálogos bem estruturados e uma boa dose de reflexão. O filme inicia com a narração abaixo. A história é sobre Wilton, um tenista talentoso buscando um novo rumo para sua vida. Sua sorte é encontrar uma abastada família de portas abertas…

O homem que disse: “prefiro ter sorte a ser bom”. Entendeu muito do significado da vida. As pessoas temem ver como grande parte da vida depende da sorte. É assustador pensar que boa parte dela foge do nosso controle. Há momentos em que a bola bate no topo da rede… e por um segundo ela pode ir para frente ou para trás. Com sorte, ela vai para frente e você ganha. Ou talvez não e você perde.
Desejo-lhe sorte, sorte na vida…
.



Olá,
estou reativando o meu blog sobre cinema, o Imagem em Movimento, dessa vez no endereço: http://www.christianjafas.wordpress.com
um abraço,
Christian